QUIPEA Projeto de Proteção Ambiental

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Um projeto para fortalecer os laços, a identidade de resistência e a participação de comunidades quilombolas nas decisões sobre o seu território.

O Quipea (Quilombos no Projeto de Educação Ambiental) é um projeto de educação ambiental e uma condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA, para as nossas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural. A iniciativa contempla oito municípios da área de influência  de duas plataformas, uma nos campos do Parque das Conchas, no litoral do Espírito Santo, e outra nos campos de Bijupirá e Salema, no litoral do Rio de Janeiro. Ambas estão localizadas na região da Bacia de Campos.

A empresa optou por trabalhar com as Comunidades Quilombolas pela importância de sua presença na área de influência dos empreendimentos da Shell, visto ser um território historicamente ocupado pelo trabalho escravo. Essas comunidades são afetadas por impactos, como migração interna, a ocupação desordenada do solo urbano, pelo grande fluxo de pessoas em busca dos empregos e renda gerados pela indústria do petróleo, fatores que ameaçam a preservação dos sítios históricos naqueles municípios.

People dancing together

O projeto tem como principal objetivo o fortalecimento da organização social, para que estas comunidades participem ativamente na gestão ambiental de onde vivem.

Atuante desde 2009, o QUIPEA teve uma primeira fase de inserção comunitária e de elaboração de uma agenda socioambiental. A segunda fase, realizada de 2012 a 2016, ampliou a abrangência do projeto e  concretizou algumas das principais reivindicações das comunidades envolvidas, tais como a criação de uma Comissão Articuladora, representando as 21 comunidades quilombolas; seminários de formação de lideranças, cursos de capacitação de comunitários; Eventos Culturais anuais, para fortalecimento de sua identidade; intercâmbios culturais e Encontros Regionais para planejamento de próximas ações que reforcem o sentimento de pertencimento e de coletividade dos comunitários.

Desde 2016, o projeto está na sua terceira fase e tem como objetivo principal a promoção da autonomia das comunidades Quilombolas.

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