Semeando Sustentabilidade alcança quase 30 mil pessoas com ações de educação ambiental

0
138
Projeto está a 10 anos recuperando áreas degradadas

O Centro de Estudos Rioterra comemora 20 anos e nessa caminhada não pode deixar de destacar um projeto que faz parte da sua história há 10 anos: o Semeando Sustentabilidade, que é patrocinado pela Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental.

Só em sua quarta edição, o Semeando já atingiu mais de 3.200 pessoas com ações de Educação Ambiental. Em 10 anos já são quase 30 mil pessoas alcançadas, resultado de muito trabalho e dedicação das equipes em prol do desenvolvimento sustentável da região e conscientização de sua população.

O Semeando foi iniciado em 2009 em Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo, com o objetivo de oferecer assistência técnica gratuita a agricultores familiares, combater a agricultura itinerante e, consequentemente, o avanço do desmatamento na região. Hoje o projeto está presente também em Porto Velho e Candeias do Jamari.

As equipes do projeto estão em vários locais. Neste ano, por exemplo, foram até escolas de ensinos fundamental e médio, nos municípios de Itapuã do Oeste, Rio Crespo e Cujubim, conversar com mais de mil estudantes sobre a importância de ser responsável e consciente quanto aos recursos naturais. Durante as palestras, os alunos são levados a reflexões de como viver de forma sustentável, em equilíbrio com o meio ambiente e conservando a natureza para as futuras gerações.

Ação em escola

Iara Barberena, secretária executiva do Centro Rio Terra, explica que as atividades são realizadas três a quatro vezes por ano e que a parceria com escolas é positiva. “Fazemos atividades com pequenos, desde 5 anos, até alunos do último ano do ensino médio. São abordagens diferentes: quando é criança a gente leva coisas mais recreativas e a linguagem também é outra, já com o público mais jovem e adulto nós fazemos debates, gincanas, para estimular a discussão, ouvir a opinião deles”.

Além das palestras, o Semeando também promove visitas de campo, a exemplo dos alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), de Itapuã do Oeste, que conheceram o Viveiro Municipal da cidade, onde é feito o beneficiamento das sementes apó coleta na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, produção de mudas, processo de germinação, desenvolvimento e rustificação – que é o preparo das mudas a serem destinadas as áreas a serem recuperadas – até a entrega aos agricultores beneficiados.

Nesses dez anos, o Semeando recebeu alunos também de outras regiões, a exemplo da turma da disciplina de Educação Ambiental e Recuperação de Áreas Degradadas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM, Campus Humaitá, para visita técnica.

Atividade na Flona do Jamari

As atividades começaram na Flona do Jamari para conhecer de onde são coletadas as sementes utilizadas na produção de mudas do projeto, seguindo pela “Trilha Pedra Grande”. A visita técnica termina com os alunos conhecendo uma propriedade rural, atendida pelo projeto, onde observaram o uso de Sistemas Agroflorestais como técnica de recuperação ambiental e geração de renda para a família beneficiada.

Além disso, o projeto realiza o seminário  “Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia”, que em sua quinta edição,  em 2019, contou com um público de mais de 700 pessoas em três dias de evento, além de convidados e parceiros de mais de cinco estados e dois países para discutir a importância das articulações em redes frente às mudanças climáticas.

Através dessas atividades, o projeto tem proporcionado para milhares de pessoas diversas oportunidades de desenvolvimento social e econômico. As metodologias utilizadas nos cursos, palestras, intercâmbios, dias de campo e visitas de extensão rural valorizaram a participação e troca de conhecimentos entre os agricultores.

“A gente se orgulha dessa trajetória de trabalho, mas sabemos que tem muito mais para ser feito e nosso compromisso, enquanto instituição, é perseverar no desafio de buscar alternativas que aliem a preservação do meio às atividades produtivas, promovendo ganho ambientais, sociais e econômicos”, finaliza o coordenador de Projetos do CES Rioterra, Alexis Bastos.

Fonte: Ascom

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here