Cemave realiza expedição na ilha da Trindade e Martim Vaz

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Cemave faz expedição para identificar ninhos de pássaros

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestre (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promoveu uma expedição de campo na Área de Proteção Ambiental (APA) do Arquipélago de Trindade e Martim Vaz localizada no Espírito Santo. As atividades da expedição, que durou mais de um mês, foram identificação de ninhos, avaliação populacional e fenologia (estudos dos ciclos biológicos e o clima), captura, coleta de material biológico para análises de saúde e anilhamento de adultos e filhotes de algumas espécies (grazina-de-Trindade (Pterodroma arminjoniana), da noivinha (Gygis alba), da viuvinha (Anous stolidus) e do atobá-mascarado (Sula dactylatra)).

Segundo Patrícia Serafini, do Cemave, o trabalho de campo procurou avançar na padronização da metodologia de monitoramento das populações de aves marinhas que reproduzem na ilha da Trindade, com foco em parâmetros demográficos e de uso de ambiente. Com isso, é possível gerar informações para avaliar o estado de conservação destas espécies, implementando ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Aves Marinhas, elaborado em dezembro de 2017. Além disso, a expedição também teve como objetivo embasar decisões relacionadas a elaboração do Plano de Manejo do Monumento Natural das ilhas de Trindade e Martim Vaz e do Monte Columbia, e Área de Proteção Ambiental (APA) do Arquipélago de Trindade e Martim Vaz.

A ilha da Trindade abriga espécies e ambientes insulares únicos no mundo e, portanto, é considerada um hotspot de biodiversidade no sudoeste do Oceano Atlântico. Contudo, a ocupação humana desestabilizou o ecossistema terrestre da Ilha da Trindade, especialmente pela introdução de espécies exóticas invasoras. Com a destruição das árvores, aves marinhas ameaçadas como o atobá-de-pés-vermelhos (Sula sula), extinto localmente, e as endêmicas criticamente ameaçadas como a fragata-de-Trindade (Fregata trinitatis) e fragata-grande (Fregata minor nicolli), que utilizavam a vegetação arbórea para nidificação, já não são vistas reproduzindo há décadas no local.
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O Projeto Monitoramento de Aves Marinhas e Oceânicas é desenvolvido pelo Cemave com foco no Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação das Aves Marinhas, com ações implementadas por diversas instituições através do Programa RETER Trindade (Recuperação do Ecossistema Terrestre da Ilha da Trindade), apoiado pela Fundação Grupo O Boticário, da Fundação Universidade de Rio Grande (FURG), da Universidade Federal de Alagoas, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, da Universidade de Brasília, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Minas Gerais e do Instituto de Medicina de Conservação (Tríade). A expedição contou com o apoio da Marinha do Brasil e da Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), através do PROTRINDADE.

Ascom ICMBio

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