LITRO DE LUZ | Superando barreiras socioeconômicas e geográficas de iluminação

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CARAUARI, AM - 08 JULHO: A diretora executiva do Litro de Luz, Lais Higashi, posa para foto em Carauri, na regiao do Medio Jurua, no Amazonas, em 08 de julho de 2019. O Litro de Luz e uma organizacao que forma e cria solucoes em iluminacao para comunidades sem acesso a energia eletrica e iluminacao publica. (Foto: Renato Stockler)******PREMIO EMPREENDEDOR SOCIAL 2019******

Levar luz para comunidades que vivem na escuridão no século 21 é o que fez a administradora de 27 anos, Laís Higashi, abraçar a organização que difunde soluções baratas – lampiões solares feitos de garrafa pet – para iluminar a vida de mais de 13 mil brasileiros de 100 comunidades em uma operação que envolve 200 voluntários de seis Estados. No mundo, a organização já impactou mais de 1 milhão de pessoas.

São Paulo, 2019 – A organização internacional Litro de Luz leva iluminação para mais de 20 países, tendo por foco comunidades que ainda não dispõem de energia elétrica. Para tal, um milhão de voluntários usam tecnologias acessíveis. No Brasil desde 2014, a iniciativa é liderada há quatro anos por Laís Higashi, que aos 27 anos trilha os caminhos do empreendedorismo social. No país, com soluções inovadoras, como a formação de embaixadores para atuar em cada localidade, já foram beneficiadas mais de 13 mil em 100 comunidades – do Amazonas, Paraíba, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Os moradores atendidos não necessitam de rede elétrica para usar os lampiões portáteis, postes para iluminação pública e placas de teto para iluminar as residências internamente, soluções simples e baratas alimentadas por energia solar.

Como desafios futuros, Laís aponta a meta de chegar a 100 mil pessoas em cinco anos com 20 mil soluções de iluminação instaladas; para tal, a organização precisa encontrar modelo sustentável financeiramente para escalar e atender a quem mais precisa. “Precisamos encontrar um formato de negócio que nos permita levar iluminação para as localidades mais remotas, como as ribeirinhas e quilombolas. Hoje temos certa recorrência nas ações urbanas, mas temos que buscar um modelo com custo mais reduzido, para escalar”, diz, acrescentando que a organização espera. superar barreiras de iluminação socioeconômicas e geográficas.

A empreendedora social aposta no modelo de venda direta (B2C) e nas parcerias com o governo em programas como Luz para Todos e de Eficiência Energética para escalar os serviços da organização. O diálogo com o governo e visibilidade para a causa estão no centro dos planos de expansão.

SOBRE O PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL | Pioneiro e comprometido em identificar inovações sociais e ambientais brasileiras, o concurso que envolve as categorias Prêmio Empreendedor Social e Prêmio Empreendedor Social de Futuro já reconheceu 112 gestores – entre finalistas e vencedores –, conferindo chancela e visibilidade internacional para líderes de iniciativas de impacto social que estão mudando a forma de fazer negócios no Brasil. A premiação é o passaporte para entrar na Rede Schwab e participar de encontros do Fórum Econômico Mundial; os ganhadores e finalistas têm acesso, também, a premiações que totalizam R$ 400 mil em mentorias, capacitações e cursos de qualificação em instituições renomadas, como Insper e Fundação Dom Cabral.

O maior concurso de empreendedorismo socioambiental da América Latina e um dos mais relevantes do mundo, contou com sete finalistas na edição 2019. Na categoria principal, estão Alcione Albanesi (Amigos do Bem), Guilherme Brammer Junior (Boomera) e Thomaz Srougi (Dr. Consulta); na categoria Empreendedor Social de Futuro, os finalistas são Diogo Tolezano (Pluvi.On) e Gustavo Glasser (Carambola); no Troféu Grão, dedicado a causas, a final será disputada por Adriana Barbosa (Preta Hub) e Laís Higashi (Litro de Luz).

SOBRE A PREMIAÇÃO | Criado em 2005 pela Folha de S.Paulo e Fundação Schwab, o Prêmio Empreendedor Social é destinado a gestores de iniciativas com mais de três anos de atuação em setores como saúde, educação, tecnologia assistiva e meio ambiente, entre outros. As iniciativas de negócios de impacto social e startups com foco socioambiental – que estão em fase inicial (de um a três anos) – podem se inscrever para o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, destinado a empreendedores com até 35 anos. Além da projeção nacional e internacionalmente dos líderes selecionados, a Folha de S.Paulo e a Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora da premiação no mundo – oferecem um alto nível de qualificação e networking, viabilizando aos premiados a conquista de maiores e melhores indicadores em sustentabilidade, impacto social direto e indireto, influência em políticas públicas e escalabilidade para seus projetos.

O Prêmio Empreendedor Social tem patrocínio de Coca-Cola, IEL, uma iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Fundação Banco do Brasil e Cervejaria Ambev. Conta com apoio do Instituto Porto Seguro, British Council, Faap, Fundação Dom Cabral; Insper e UOL são parceiros estratégicos.

FRIDA LUNA

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