Segurança Eletrônica no combate à violência contra a mulher

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Com a popularização da tecnologia, o setor tem se dedicado a desenvolver soluções que possam colaborar com a segurança das mulheres

As câmeras de videomonitoramento estão presentes em praticamente todos os elevadores, assim como nos condomínios, estabelecimentos comerciais e também nas ruas. Com a popularização desta e de outras soluções de segurança eletrônica, o segmento reconheceu o potencial de combinar diferentes tecnologias para o combate à violência contra a mulher. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, o Brasil ainda ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio.

“A vantagem da segurança eletrônica é que os equipamentos estão 24h em locais que muitas vezes não há mais ninguém que pudesse intervir em uma situação de violência, como dentro de elevadores, automóveis ou até mesmo nas residências. Assim, tecnologias de videomonitoramento, alarme, IoT, controle de acesso, reconhecimento facial, entre outras, podem ser combinadas para criar soluções voltadas à proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência”, explica a presidente da Abese – (Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, Selma Migliori.

Já existem soluções disponíveis assim, como a plataforma de Segurança Colaborativa Arcanjo, que cria uma rede de colaboração entre os cidadãos e os órgãos de proteção do município, possibilitando que o cidadão notifique onde foi observada uma ocorrência nociva à comunidade e também solicite socorro quando estiver em risco a partir de um aplicativo no smartphone. O mesmo sistema pode colaborar em casos mais graves

“Para as mulheres que possuem histórico de violência doméstica junto aos órgãos de segurança, o aplicativo apresenta um botão de SOS que ao ser acionado dispara um alarme na central de atendimento com a posição atualizada da vítima (rastreamento) para que a equipe de socorro possa ir ao seu encontro, mesmo que ela esteja em movimento”, exemplifica Frederico José Pelúcio de Castro, CEO da Arcanjo, que ainda complementa que em caso de uma agressão na vizinhança, também é possível com que qualquer um envie um alerta para que sejam tomadas as devidas providências.

A vantagem desse tipo de aplicação é a simplicidade de uso, a localização através do smartphone e a diminuição de trotes, uma vez que existe um perfil cadastrado no aplicativo. Para Selma Migliori, outro benefício da segurança eletrônica é a possibilidade de expansão de iniciativas como esta sem a necessidade de altos investimentos, com a disponibilidade de projetos conjuntos com o poder público municipal, estadual e até mesmo federal.

Sobre a ABESE

Fundada em 1995 a ABESE é uma associação empresarial de âmbito nacional e sem fins lucrativos, representante das empresas de sistemas eletrônicos de segurança, que lidam com diversos tipos de tecnologias disruptivas como leitores faciais, rastreadores, videomonitoramento, controles de acesso, o que envolve portarias remotas, dentre outros recursos voltados para a otimização da segurança, promovendo segurança inteligente.

Por Trópico Comunicação

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