Estudo mostra fragilidade da qualidade da água em 95% dos pontos monitorados em rios na Mata Atlântica

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Rio Paraopeba. Equipe da SOS Mata Atlântica no 2º dia da Expedição sem Barreiras, durante captação e analise das aguas do Rio Paraopeba na Região próxima as cidades de Pompeu e Curvelo. -19.17311,-44.701053

Neste Dia Mundial da Água (22/03), a Fundação SOS Mata Atlântica apresenta um panorama sobre a qualidade da água dos rios do bioma. Ao longo de doze meses (março de 2019 a fevereiro de 2020), grupos de voluntários coletaram e analisaram a qualidade da água de 181 trechos de corpos d’água, distribuídos em 240 pontos de coleta, em 95 municípios dos 17 estados abrangidos pelo bioma Mata Atlântica e do Distrito Federal, com acompanhamento e supervisão técnica da Fundação SOS Mata Atlântica.

Desse universo de amostragem, 189 pontos analisados (78,8%) apresentaram índice de qualidade de água regular. Em 38 pontos (15,8%), a qualidade é ruim e, em um único ponto (0,4%), péssima. Somente 12 pontos (5%) apresentam qualidade boa na média do ciclo de doze meses e nenhum dos rios e corpos d’água tem qualidade ótima. Ou seja, 95% dos pontos monitorados apresentam qualidade da água longe do que a sociedade quer e necessita para os rios.

Os indicadores de qualidade da água reunidos no estudo foram obtidos graças ao trabalho voluntário de 3.500 pessoas integrantes de 199 grupos de monitoramento do projeto Observando os Rios, patrocinado pela Ypê e com apoio da Sompo Seguros. Os dados do Índice de Qualidade da Água (IQA) são elaborados com base na legislação vigente e em seus respectivos protocolos de coleta e medição. A totalização dos indicadores medidos resulta na classificação da qualidade da água, em uma escala que varia entre: ótima, boa, regular, ruim e péssima. O IQA, adaptado do índice desenvolvido pela National Sanitation Foundation, dos Estados Unidos, é obtido por meio da soma de parâmetros físicos, químicos e biológicos encontrados nas amostras de água.

Dessa forma, o projeto instrumentaliza e empodera os cidadãos para atuar e propor o aprimoramento das políticas públicas que impactam na gestão da água. E faz um alerta para a urgente necessidade de ações e investimentos voltados à segurança hídrica e socioambiental no Brasil, por meio da universalização do saneamento básico integrado à ampliação dos espaços de participação social e a adoção de soluções baseadas na natureza, com a conservação dos ecossistemas e recuperação de florestas nativas.

Por Agência Bori
Imagem: Leo Barrilari / SOSMA

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