Pantanal tem menos de 300 militares combatendo os incêndios florestais

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Os incêndios em grandes escalas no Pantanal estão longe de serem combatidos. Apenas 260 militares se revessam no árduo trabalho de apagar as imensas chamas que devastam a região. O clima seco, a falta de fiscalização e controle às queimadas, e a certeza da impunidade faz com que novos focos de calor surjam, dificultando ainda mais a situação.

O fogo vem sendo devastador e as consequências podem ser danosas. Até o momento 85% do maior refúgio de onças-pintadas no Pantanal virou cinzas. O Parque Estadual Encontro das Águas, no município de Poconé (MS) já passa de 92 mil hectares completamente destruídos. Além da importância para o ecossistema, o parque tem grande valor turístico e a cadeia econômica do negócio pode se comprometer.

Neste mês de setembro o INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) registrou 5.603 focos de calor em apenas 16 dias de observação. É o maior índice registrado desde 1998. A alta nos índices é de 94% no mesmo mês se comparando a setembro de 2019 com 2.887 focos de calor.

Até o momento o governo federal disponibilizou menos de R$ 4 milhões para as ações de combate aos incêndios. O discurso do governo se mantém em afirmar que as queimadas são práticas habituais de pequenos agricultores, apesar de queimadas gingantescas em áreas de pastagens de grandes fazendas.

 

Por Mundo e Meio

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