Candidatura de negros é maior que de brancos, mas desafios persistem, confira

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O TSE contabilizou até agora 263 mil candidaturas de pessoas declaradas como negras, entre elas 208 mil pardas e 55 mil pretas

Do total de candidaturas contabilizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até o momento para as eleições municipais de 2020, que devem eleger novos prefeitos e vereadores para o governo das cidades nos próximos quatro anos, 51% são de candidatos negros, o que corresponde a 263 mil candidaturas contra 248 mil de candidatos brancos.

Entre os postulantes negros aos cargos municipais, 208 mil se declaram como pardos e 55 mil como pretos. A declaração racial dos candidatos é perguntada desde as eleições estaduais e federal de 2014 e até agora as eleições brasileiras nunca haviam registrado maioria negra entre as candidaturas.

Conforme publicado pelo site Sputnik Brasil, o aumento do número de candidatos negros ocorre em meio à iintrodução de ações afirmativas nas eleições para garantir verbas de campanha e tempo de propaganda eleitoral proporcionais.

O TSE decidiu no final de agosto pela alteração nas regras de financiamento de campanha que garante mais recursos para candidatos negros. A inclusão das candidaturas negras na distribuição proporcional do fundo foi uma solicitação apresentada pela deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), pré-candidata à prefeita do Rio de Janeiro.

No STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Ricardo Lewandowski concedeu no início de setembro uma decisão liminar provisória a favor da aplicação do novo modelo de distribuição do fundo eleitoral e do tempo de propaganda já em 2020. O plenário do STF deve se reunir a partir desta segunda-feira (28) para definir quando começa a valer a mudança definitivamente.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

 

 

Por Almapreta.com

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