Operação em São Paulo combate tráfico de animais silvestres

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Um dos principais traficantes de animais silvestres do país foi preso nesta sexta-feira (4), em São Paulo.

Roberto Augusto Martinez Filho, conhecido como Zé do Bode, usava as redes sociais para o comércio ilegal de animais. Ele já tinha sido preso em agosto do ano passado, mas estava em liberdade.

A prisão faz parte de uma operação que envolveu a Polícia Federal, o Ibama e a Polícia Ambiental do estado de São Paulo, com o objetivo de desmontar um esquema de tráfico de animais.

Ao todo, a justiça autorizou 14 mandados de prisão. Segundo o último balanço da Polícia Federal, 11 pessoas foram presas, e outras três ainda estão sendo procuradas. Entre elas, o filho de um dos acusados preso nesta sexta-feira.

Também foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 200 animais foram localizados: diferentes espécies de araras, papagaios, tucanos, jabutis, jacarés e macacos. A maioria eram aves, e muitas delas ameaçadas de extinção.

Ao longo da operação foram localizados mais de 500 animais em cativeiro, alguns em situação de sofrimento, como papagaios que estavam em caixas de leite longa vida onde seriam transportados.

A operação acontece em cidades de cinco estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Goiás, e foi batizada como Urutau 2 – um desdobramento da Operação Urutau 1. O nome faz referência a uma ave de hábitos noturnos, com habilidade para se camuflar.

Os traficantes vão responder por diversos crimes, como receptação dolosa qualificada, associação criminosa, caça de animais silvestres e falsificação de documento particular, já que eles usavam documentos falsos para dar aparência de legalidade no comércio dos animais. O delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, explicou que os criminosos também vão responder por crime de perigo à vida e à saúde.

O delegado de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente, Sebastião Pujol, alertou que pessoas que compram animais silvestres de origem ilegal também podem responder pelo crime de receptação.

A orientação é que pessoas interessadas em ter animais silvestres em casa comprem de lojas reconhecidamente autorizadas, e evitem os anúncios na internet ou a venda presencial em feiras livres.

Por Agência Brasil

Edição: Ana Pimenta