Pnud sugere renda básica temporária para ajudar mulheres mais pobres

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Segundo a agência, um investimento mensal de 0,07% do PIB dos países em desenvolvimento poderia proteger 613 milhões de mulheres em idade ativa vivendo na pobreza.

Governos

Em comunicado, o chefe do Pnud, Achim Steiner, disse “uma renda básica mensal poderia garantir a sobrevivência em tempos sem precedentes.”

Steiner garante que os benefícios “ajudariam não só as mulheres e suas famílias a combater o choque da pandemia, mas também capacitariam as mulheres em decisões independentes sobre dinheiro, meios de subsistência e escolhas de vida”.

O Pnud também analisou os custos de alargar a medida.

Para chegar a 1,32 bilhão de mulheres em situação de vulnerabilidade, o custo seria de 0,18% do PIB. Para expandir ainda mais, e atingir os 2 bilhões de mulheres que vivem em todo o mundo em desenvolvimento, custaria 0,31% do PIB.

O relatório também destaca a necessidade de ação imediata para aumentar acesso a esquemas de proteção social.

Salários

As mulheres tendem a receber salários mais baixos, quando são pagos, e muitas vezes carecem de proteção social e redes de segurança. Muitas trabalhadoras são a maioria em setores afetados pelo confinamento social como saúde e hospitalidade.

Elas também assumiram uma parcela maior do trabalho não remunerado, foram mais lançadas para fora do mercado e enfrentaram uma onda de violência doméstica.

UNEP
Administrador do Pnud, Achim Steiner.

Desigualdade

A diretora da Equipe de Gênero do Pnud, Raquel Lagunas, diz que a medida “não é uma solução definitiva, mas ajuda as mulheres a aumentar suas opções neste momento durante esta crise,”

Lagunas contou que a renda básica “proporciona um período de estabilidade econômica”.

Milhões de mulheres trabalham no setor informal ou em funções não remuneradas, como as cuidadoras de crianças e idosos. Mesmo que seus países tenham esquemas de proteção social, muitas ficam descobertas por não preencher os requisitos necessários.

O economista-chefe do Pnud, George Gray Molina, diz que esquemas como este devem ser parte de uma mudança transformacional no nível institucional para fortalecer a cobertura social.

Molina afirmou que “muitos dos países não têm redes de seguridade social adequadas, seguro-desemprego ou transferências de dinheiro que cubram as mulheres que precisam.”

Por isso, a agência está “trabalhando com governos para estruturar investimentos de longo prazo em proteção social, além do status de emprego.”