Cidades inteligentes: quatro tecnologias do futuro já presentes nas smart cities

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Responda rápido: o que vem a sua mente quando pensa em cidades inteligentes? Uma cidade sem trânsito, talvez? Ou uma cidade com tecnologias avançadas? Pode até parecer assunto de filme de ficção científica com luzes piscantes, hologramas coloridos e carros voadores. E, quem nunca se imaginou em uma dessas cidades, não é mesmo? Embora a imaginação voe longe, as cidades inteligentes são, muitas vezes, muito mais tecnológicas do que as que estamos acostumados a assistir nos filmes. E o melhor: com tecnologias que são úteis e pensadas para serem usadas no nosso dia-a-dia.

Estamos falando de soluções que vão desde a construção da infraestrutura de uma cidade, de um bairro até aplicativos que utilizam a Internet das Coisas para deixar nossa rotina mais confortável.

Mas, afinal, o que torna uma cidade inteligente?

Uma cidade inteligente pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Isso porque cada comunidade tem seus problemas, sua cultura, seus comportamentos e suas aspirações, bem como situações econômicas e políticas.

Segundo o Cities in Motion Index, da IESE Business School, o conceito de smart city é composto por 10 dimensões que medem o nível de inteligência de uma cidade. São elas:

  • Governança
  • Administração pública
  • Planejamento urbano
  • Tecnologia
  • Meio ambiente
  • Conexões internacionais
  • Coesão social
  • Capital humano
  • Economia

Separamos quatro tecnologias dignas de filmes de ficção científica que estão presentes nas smart cities espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

1 – IoT ou Internet das coisas

Você provavelmente já deve ter tido uma experiência de internet das coisas. Muito do que hoje usamos em nosso smartphones são pensados nessa tecnologia. De forma rápida, a internet das coisas é a maneira como os objetos comuns tais como aparelhos eletrodomésticos estão conectados e estabelecendo uma comunicação entre si. Isso acontece tendo a internet como ponto em comum e sensores inteligentes como pontos de conexão.

Por exemplo, o smartwatch que se comunica com o seu smartphone é um dos casos mais comuns de IoT. Mas, também pode ser percebido na comunicação das smart tvs, sons, ares-condicionados e até em sistemas de segurança completos.

Com essa tecnologia, é possível automatizar quase todos os aspectos de uma casa, incluindo aparelhos de lazer, como TVs, home-theaters ou objetos comuns como portão de garagem, luzes, travas de porta entre outros

2 – Economia compartilhada 

Se você andou de Uber, já fez parte da engrenagem da economia compartilhada. O conceito não é exatamente novo, mas ganhou força com os novos hábitos dos millennials, durante a crise mundial de 2008.

Somado aos novos costumes de uma geração que estava chegando à maturidade financeira, a preocupação com o meio ambiente e a rápida evolução da tecnologia, a economia compartilhada foi se tornando mais comum e gerou negócios como o Uber, Airbnb e os vários coworkings espalhados pelo mundo.

O conceito é simples: modelo econômico social baseado em soluções que buscam aproveitar os recursos de forma inteligente, por meio de compartilhamento, empréstimos etc.

Essa tendência é bastante visível nos novos empreendimentos. Espaços como lavanderia completa, cozinha gourmet, coworking, bicicletas compartilhadas, carros compartilhados, academia estão sendo o ponto de partida de qualquer planejamento de um novo empreendimento.

Além de reduzir custos únicos e desnecessários, os espaços compartilhados promovem a interação social.

3 – Planejamento urbano com foco no impacto ambiental

Uma das maiores discussões do século XXI é o impacto da evolução humana e da tecnologia no meio ambiente. Por muito tempo, a exploração dos recursos naturais ocorreu de forma desenfreada e sem preocupações, causando danos irreparáveis na natureza.

Com tudo isso, uma pergunta foi levantada: como evoluir tecnologicamente sem desgastar o planeta?

O ponto de partida disso tudo foi repensar a forma como moramos e como as cidades são construídas.

O que antes eram apenas construções, hoje são pensadas de forma planejada para a convivência harmônica e sustentável entre natureza e sociedade.

Espaços verdes ganharam mais importância e assuntos como descarte de lixo, uso consciente da água, plantação de espécies nativas e preservação da fauna local se tornaram padrão para o que é sucesso de um empreendimento. As cidades inteligentes já pensam no planejamento urbano, contemplando espaços verdes em conjunto com as habitações.

4 – Trânsito inteligente

Os problemas de trânsito é uma constante em todas as partes do mundo e um sintoma clássico de grandes metrópoles.

A ideia de um trânsito inteligente é simples: com planejamento urbano, as pessoas passam menos tempo em trânsito, transportes públicos são mais eficientes, rápidos e impactam menos no meio ambiente.

Atingir esse objetivo não é fácil, mas à medida que as cidades vão evoluindo tecnologicamente, o sistema de trânsito também evolui, através de soluções como semáforos inteligentes que abrem e fecham de acordo com horários e fluxo de carros, faixas exclusivas para transportes coletivos e ruas planejadas.

Para os usuários, aplicativos que conversem com o sistema coletivo de transporte, entregando uma maior precisão na hora de ir e vir, paradas de ônibus inteligentes são soluções que ajudam em um trânsito mais preciso.