PF faz operação tendo como alvo Ricardo Salles e o Ministério do Meio Ambiente

0
370
Sede da Polícia Federal em Brasília

Em operação nesta manhã de quarta-feira (19), a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao Ministério do Meio Ambiente e ao titular da pasta, Ricardo Salles. De acordo com divulgação preliminar são 35 ordens judiciais autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esses mandados são cumpridos no Distrito Federal, São Paulo e no Pará. O efetivo disponibilizado para o cumprimento dos mandatos envolve cerca de 160 policiais.

A investigação busca provas de crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando que teriam sido praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro. O esquema envolveria a exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos e Europa.

Além das buscas, o STF determinou o afastamento preventivo de 10 agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Ministério do Meio Ambiente e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O presidente do Ibama, Eduardo Bim, está entre os afastados. Conforme o portal G1, também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Salles.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início em janeiro deste ano “a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira”.

Despacho suspenso

O Supremo também determinou a suspensão imediata da aplicação de um despacho, de fevereiro do ano passado, que permitia a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorizações de exportação. O documento, conforme a PF, “resultou na regularização de mais de 8 mil cargas de madeira exportadas ilegalmente entre os anos de 2019 e 2020”.

Nome da operação

A Polícia Federal informou que o nome da ofensiva, Akuanduba, faz referência a “uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o Estado do Pará”. “Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem”, registrou a PF em nota.

 

Com informação da GZH e G1